Freela ou funcionário: qual a melhor opção para trabalhar como programador?

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carreira de programador

A área de tecnologia tem milhares de oportunidades para os profissionais – e isso não é um exagero. As estimativas para abertura de vagas são sempre muito positivas e o mercado segue em expansão. Mas além de trabalhar em grandes empresas, de carteira assinada, o programador tem outras possibilidades de atuação. Entre elas, o freela ou o trabalho autônomo, trabalhando de casa ou de um escritório particular. Mas qual dessas duas opções é melhor para o profissional? Nós listamos aqui os prós e contras de cada um destes formatos de trabalho. Veja com qual deles você se identifica mais. 

A liberdade do freela

Sem dúvida, um dos maiores benefícios de ser freelancer ou profissional autônomo é a liberdade de horário para trabalhar. E isso vale para qualquer profissão. Desde que você cumpra o prazo estabelecido com o cliente, nessa modalidade você poderá escolher o melhor horário dentro da sua rotina para cumprir com suas obrigações. Por outro lado, essa liberdade exige um grande auto-controle e domínio da própria agenda – e pode ser uma furada para quem costuma procrastinar. 

Formatos de pagamento

Eventualmente, os ganhos financeiros dos freelas são maiores do que os de funcionários tradicionais. Isso porque o custo final do job é integralmente repassado ao profissional. Ou seja: não há intermediários que possam abocanhar parte do valor. O pagamento pode ser acertado por hora, por dias ou até mesmo por projeto. Só é preciso ficar atento às questões burocráticas e legais, como abrir um CNPJ e pagar os impostos em dia. Como freela, é importante acertar todos os mínimos detalhes do projeto com o cliente, para garantir uma entrega satisfatória.Entre as desvantagens do modelo de “trabalhar por conta” está a falta de benefícios. Por exemplo: você só terá um plano de saúde, se contratar um. O investimento em equipamentos, softwares e internet de qualidade também serão sua responsabilidade. Vale incluir nessa lista um espaço dedicado para trabalhar – seja um escritório particular ou a locação de um espaço em um coworking.

Por fim, a remuneração só virá com a conquista de clientes – isso vai depender exclusivamente do seu desempenho profissional. Isso significa, inclusive, que seus ganhos vão oscilar – em alguns meses serão maiores, em outros menores. A auto-gestão financeira também será uma importante aliada para seu sucesso profissional. Inclusive se você pretender tirar férias, já que ninguém lhe pagará para isso.

Funcionário 

O formato tradicional de contratação ainda é bastante procurado. Hoje em dia, praticamente todas as empresas precisam – ou precisaram – de um profissional de tecnologia em algum momento. Seja para desenvolver um site, seja para lidar com dados de clientes internamente, o programador estará presente nas grandes e pequenas corporações. Nesse formato, o horário de trabalho costuma ser fixo e as demandas são repassadas por um superior.

Benefícios

O salário é pré-estabelecido: você saberá exatamente quanto vai receber no fim do mês. Há também empresas que oferecem benefícios extras, como vale-alimentação, plano de saúde e seguro de vida. Há ainda uma certa segurança em relação ao direitos trabalhistas. Dentro dos prazos legais, caso seja demitido o funcionário poderá receber multa e terá acesso ao seguro desemprego. As férias também são remuneradas. Por outro lado, seu trabalho está “nas mãos” da empresa. Isso significa que você terá de cumprir as regras da instituição e certamente suas demandas serão cobradas diretamente pelo seu superior. Ou seja: nem sempre você terá um projeto dos sonhos para desenvolver. A obrigação de horários também é um fator que pode pesar para quem gosta da liberdade de trabalhar quando e onde quiser. Para ir a uma consulta médica, por exemplo, será necessário solicitar despensa e apresentar um atestado.

Qual o melhor?

A verdade é que não existe melhor ou pior. Os dois formatos são válidos e atendem a diferentes perfis de profissionais. Também existem muitas oportunidades nos dois tipos de contratação. Tanto freelas quanto funcionários contratados são demandados pelo mercado de TI. Dessa forma, cabe a você avaliar qual perfil se encaixa melhor à sua rotina e escolher a melhor opção para você.