Mulheres na tecnologia – elas fazem história

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mulheres na tecnologia

A área de tecnologia, uma das mais promissoras da atualidade, precisa de profissionais qualificados e também de mulheres. Isso porque o setor ainda sofre uma grande disparidade entre os gêneros. Nos últimos dois anos, a cada 10 candidatos para a área de TI nos processos seletivos da Page Group, apenas 3 eram mulheres.

O levantamento foi feito pela Michael Page, empresa do Page Group de recrutamento especializado de profissionais de média e alta gerência. Foram avaliados os perfis de 1.745 profissionais da área, além do currículo de 17 mil outros profissionais de diversas empresas e setores. O objetivo era mapear o mercado de tecnologia da informação. O resultado deixou a desigualdade evidente: entre os entrevistados, apenas 12% são do gênero feminino.

As mulheres na história da tecnologia

Por outro lado, a história da tecnologia tem grandes nomes femininos. O primeiro algoritmo da história foi criado pela Condessa de Lovelace, Augusta Ada King. Antes mesmo que houvesse computadores para calcular dados, ela foi capaz de escrever a sequência de cálculos. A sequência foi verificada e comprovada depois da morte da Condessa.

Outra mulher que marcou a história na área foi a irmã Mary Kenneth Keller. As contribuições da estudiosa foram essenciais para a criação da linguagem de programação Basic.

Recentemente, o filme Estrelas Além do Tempo (título original, Hidden Figures) contou a história de Katherine JohnsonDorothy Vaughn e Mary Jackson. O trabalho das três funcionárias negras da NASA foi essencial no projeto de lançamento do astronauta John Glenn para o espaço. Ou seja: as mulheres sempre demonstraram sua capacidade de atuação na tecnologia. Por que, então, elas se distanciaram da área tecnológica?

Por que, então, essa diferença?

Também historicamente, as mulheres figuram em números menores nos cursos ligados às áreas de tecnologia. Segundo a Sociedade Brasileira de Computação, apenas 15% das matrículas nos cursos de Ciência da Computação e de Engenharia são feitas por mulheres. Entre os programadores, somente 17% são do sexo feminino no Brasil. Além disso, no primeiro ano de curso, 8 de cada 10 mulheres desistem de cursar faculdades de tecnologia, segundo números da Pnad. Mesmo já formadas, 41% das mulheres que atuam na área de tecnologia desistem das carreiras. Entre os homens, esse índice é de 17%, segundo uma pesquisa da Harvard Business Review.

Entre os motivos possíveis estão a dupla ou até tripla jornada exercida por elas. O nascimento dos filhos também interfere na mudança de foco – da carreira para a vida pessoal. Por isso, um curso de formação rápido pode ser uma boa opção para as mulheres iniciarem a carreira. A Jornada de Formação de TI da Uniprogram é uma ótima alternativa. O fato de ser um curso à distância contribui até mesmo para quem tem uma rotina agitada. Nesse caso, é o próprio aluno quem escolhe o melhor horário para estudar e se desenvolver. Além disso, a formação é oferecida para qualquer idade. Ou seja: desde as mais novas até aquelas que um dia pensaram na área mas não seguiram a carreira podem iniciar sua própria jornada na tecnologia.