Pesquisa mostra crescimento da área de TI no Brasil

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O setor de TI no Brasil não para de crescer. Nos últimos anos, a movimentação financeira da área aumentou 70% de acordo com um estudo feito pelo Observatório Softer. O levantamento foi feito com apoio da Secretaria de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A pesquisa mostra que a TI cresceu financeiramente entre 2007 e 2016. Nos últimos três anos, ela permaneceu praticamente estável, em torno de R$ 200 bilhões.

Áreas que mais crescem em TI

Segundo a pesquisa, a taxa média de crescimento do emprego formal em TI foi de 5,7% – enquanto a média do PIB brasileiro ficou em 1,7%.

Os dados mostram que houve um crescimento no número de profissionais que trabalham com desenvolvimento customizável e sob encomenda. Ou seja: programadores e desenvolvedores que atuam diretamente com o cliente. 

O estudo identificou ainda que 95% das empresas desse setor são micro ou pequenas. Mas as companhias de grande porte são as que mais empregam formalmente, respondendo por 55% da força de trabalho. Por outro lado, as micro e pequenas respondem por 139 mil vagas – cerca de 34% do total. Além das ocupações de TI, como analistas de sistemas e técnicos de programação, as áreas administrativas, de marketing e vendas são as que mais empregam profissionais.  

TI Internacional

A TI também interfere nas exportações de serviços brasileiras. Segundo o do Ministério da Economia, em 2017 o setor exportou pouco mais de US$ 2 bilhões. Isso representa 7,05% do total de serviços exportados pelo país no ano. E em relação a todos os serviços empresariais e de produção exportados, a TI contribuiu com 17%. 

O levantamento foi intitulado “Overview do setor brasileiro de Tecnologia da Informação nos últimos dez anos”. Ele faz uma análise da evolução da atividade em relação a indicadores da economia, principalmente o PIB, e do mercado de trabalho. A pesquisa usou dados oficiais incluindo informações disponíveis na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do IBGE, IPEA Data e Siscoserv – Estatísticas do Comércio Exterior de Serviços do Ministério da Economia.